O Caixa 7 do Supermercado 24 Horas: A História de Terror Que Ninguém Queria Atender

Supermercados 24 horas são lugares comuns nas grandes cidades. Luzes fortes, corredores silenciosos durante a madrugada e poucos funcionários trabalhando tornam o ambiente estranho por si só. É nesse cenário que surgiu um relato inquietante, repetido por funcionários de diferentes turnos: a história do Caixa 7.

O caixa existia, funcionava… mas ninguém queria ser escalado para ele.

Um Supermercado Que Nunca Dormia

O supermercado ficava em uma avenida movimentada durante o dia, mas à noite o movimento diminuía drasticamente. Após a meia-noite, apenas alguns clientes apareciam, geralmente pessoas cansadas, trabalhadores noturnos ou alguém que precisava comprar algo com urgência.

A equipe da madrugada era pequena: um gerente, dois repositores, um segurança e um operador de caixa. Havia oito caixas no total, mas raramente mais de dois eram usados naquele horário.

Ainda assim, o Caixa 7 permanecia ligado.

O Detalhe Que Chamava Atenção

Diferente dos outros, o Caixa 7 nunca era desligado completamente. Mesmo quando ninguém estava usando, a tela permanecia acesa, exibindo a mensagem padrão de “aguardando atendimento”.

Funcionários afirmavam que, se o desligassem, ele voltava a ligar sozinho minutos depois. No início, atribuíram isso a falhas técnicas.

Mas o comportamento estranho não parou por aí.

Compras Que Não Apareciam no Estoque

O primeiro relato sério veio de uma operadora novata. Durante a madrugada, um cliente colocou alguns itens na esteira do Caixa 7: produtos simples, como pão, leite e uma garrafa de água.

A operadora passou os códigos normalmente. O valor apareceu na tela, o cliente pagou e saiu sem dizer uma palavra.

Na manhã seguinte, ao conferir o sistema, aqueles produtos não constavam no estoque. Nem como vendidos, nem como extraviados. Simplesmente não existiam no registro.

Clientes Que Não Eram Reconhecidos

Com o tempo, outros funcionários relataram situações parecidas. Clientes apareciam apenas durante a madrugada, sempre escolhendo o Caixa 7, mesmo quando outros estavam disponíveis.

Eles nunca usavam cartão fidelidade, nunca pediam nota fiscal e raramente falavam. Apenas observavam o operador de caixa com atenção excessiva.

Alguns funcionários afirmavam que esses clientes pareciam… deslocados. As roupas não combinavam com a época, e o comportamento era sempre o mesmo.

O Horário em Que Tudo Acontecia

Um padrão começou a surgir: os eventos estranhos aconteciam sempre entre 2h17 e 2h43 da madrugada. Fora desse intervalo, o Caixa 7 funcionava como qualquer outro.

Câmeras de segurança mostravam clientes passando pelo caixa, mas, em alguns registros, as imagens ficavam levemente distorcidas quando alguém estava sendo atendido ali.

O detalhe mais inquietante: em certos vídeos, o operador de caixa aparecia conversando… sozinho.

A Noite em Que Não Havia Ninguém

Certa madrugada, o gerente decidiu observar o Caixa 7 diretamente pela sala de monitoramento. Não havia clientes no supermercado. Os corredores estavam vazios.

Mesmo assim, o Caixa 7 registrou uma venda.

A tela mostrou itens sendo passados, valores somados e pagamento concluído. Nenhum funcionário estava ali. Nenhum cliente aparecia nas imagens.

O sistema apenas registrou: “atendimento finalizado”.

O Relato do Segurança

O segurança noturno, que trabalhava ali há anos, finalmente contou algo que nunca havia registrado oficialmente. Segundo ele, em noites muito silenciosas, era possível ouvir o som característico do leitor de código de barras vindo do Caixa 7.

Mesmo sem ninguém.

Além disso, ele afirmava que, ao passar próximo ao caixa naquele horário específico, sentia uma sensação estranha, como se estivesse interrompendo algo que já estava em andamento.

A Tentativa de Bloquear o Caixa

Após vários incidentes, a gerência decidiu interditar o Caixa 7. Colocaram uma fita de bloqueio, desligaram o terminal e retiraram a esteira.

Na primeira madrugada após o bloqueio, o caixa apareceu funcionando novamente. A fita estava intacta, mas a tela estava ligada, exibindo a mensagem:

“Fila em andamento.”

Nenhuma falha técnica foi encontrada.

O Último Atendimento

O episódio mais perturbador aconteceu com um operador experiente, conhecido por não se assustar facilmente. Escalado para cobrir um colega, ele assumiu o Caixa 7 por poucos minutos.

Durante esse tempo, um cliente se aproximou e colocou apenas um item na esteira: um pacote vazio, sem código de barras.

Ao tentar registrar o produto, o sistema exibiu uma mensagem incomum:

“Este item já foi contabilizado.”

O operador olhou para o cliente, que apenas respondeu:

“Estou só finalizando.”

O pagamento foi registrado automaticamente. Quando o operador piscou, o cliente não estava mais ali.

O Caixa Que Nunca Foi Usado de Novo

Após esse evento, o Caixa 7 foi removido do sistema. O espaço foi isolado, e outro caixa foi instalado em local diferente.

Mesmo assim, funcionários afirmam que, em algumas madrugadas, a luz do antigo Caixa 7 ainda se acende sozinha. O som do leitor pode ser ouvido por poucos segundos, seguido pelo barulho da gaveta abrindo.

Nenhuma venda é registrada oficialmente.

O Supermercado Continua Aberto

O supermercado segue funcionando normalmente. Clientes comuns nunca percebem nada estranho. Durante o dia, o espaço do Caixa 7 parece apenas um corredor vazio.

Mas quem trabalha à noite evita passar por ali entre 2h17 e 2h43.

Segundo os mais antigos, o Caixa 7 não atendia pessoas atrasadas. Atendia algo que ainda não tinha terminado de comprar.

O Medo do Cotidiano

Essa história assusta porque acontece em um lugar comum, frequentado por todos nós. Não envolve lugares abandonados ou distantes, mas um espaço cotidiano, iluminado e aparentemente seguro.

Talvez o Caixa 7 continue ativo porque certos atendimentos não seguem o horário comercial.

E, se você estiver em um supermercado de madrugada e notar um caixa funcionando sozinho, talvez seja melhor escolher outro.

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